O Feminino e o Sagrado um jeito de olhar o mundo

Círculos femininos e rodas gigantes

Uma coisa maravilhosa num circulo é que nele não dá para ter hierarquia.
Assim foi a I Jornada rumo ao Feminino Sagrado: uma pessoa dava seu recado – contava sua historia, tocava seu tambor – e depois era vez de outra.

É como numa roda gigante: primeiro a Monika Von Koss fala belamente, lá do alto, sobre a Deusa; depois ela desce e no lugar do alto está a Jerusha conduzindo seu Tai Chi; depois é a Renata quem dirige, e assim vai…

Ninguém melhor ou pior, nenhum líder, nada de gurus. Se há filas, é sem lugares fixos: você agora está na frente mas logo depois vai lá para trás.
Os condutores são momentâneos porque, na verdade, cada um é seu próprio condutor.

Ora em cima, ora em baixo, no circulo vertical da roda gigante ou horizontal da dança circular, é sempre em rede que se atua, é sempre um bailado.
E assim também são os círculos femininos, nos quais os homens são muito bem vindos, assim como as crianças, as arvores, as nuvens e os pássaros
 Texto e criação gráfica de Beatriz Del Picchia

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