O Feminino e o Sagrado um jeito de olhar o mundo

A importância dos rituais

Estamos vivendo uma cultura unilateralmente extrovertida, materialista, massificada, superficial. 
Somos atropelados por um ritmo vertiginoso que quase não permite respirar, por uma enxurrada de informação que não conseguimos digerir e por um excesso de comunicação – redes sociais/celular/emails,etc – que nos dificulta, sim, os encontros reais! 
Vivemos tempos áridos, ferozmente competitivos, duros! 
Precisamos urgentemente de mitos, de ritos, de poesia, de beleza, de pessoas plenas de riqueza interior e de honra ao Mistério e ao Sagrado da vida! Estamos precisamos muito de ALMA! 
Umas das coisas que podem trazer essa alma à nossa vida são os rituais! Como toda linguagem simbólica os rituais falam à nossa essência. E trazem, em seu nível mais profundo, esse Mistério que é o espelhamento do mundo interno com o mundo externo. Não ter rituais torna a vida mais banal, mais sem graça, mais pobre. Ritualizar nossos momentos importantes, sejam felizes ou tristes, como que os “ancora” em nossa vida e dá a eles um significado maior. 
Os rituais, mesmo os pequenininhos, ajudam a encerrar nossas vivências ou nos preparar para o novo. Eles não precisam ser coletivos, nem inseridos na cultura. Podem ser absolutamente pessoais e singelos: 
  • acender uma vela para agradecer algo que a gente conseguiu ou resolveu, 
  • queimar algum objeto, para nós simbólico, para marcar com clareza o fim de algo que foi importante mas que terminou, 
  • colocar flores em nossa casa para trazer beleza e perfume e nos dar um carinho em um momento de tristeza, 
  • tomar uma taça de vinho e brindar com a gente mesmo para celebrar um momento de conquista, 
  • comprar almofadas bem coloridas para trazer cor a nossa casa e a nossa vida e encerrar uma fase “cinza” que passamos, 
  • etc etc. 
Tudo isso é possível e absolutamente fácil de fazer e pode proporcionar experiências novas e enriquecedoras.Podemos usar nossa criatividade e nossa intuição, com plenitude e com a maior liberdade interna, para criar rituais que façam sentido para nós. 
O importante é darmos a esses gestos nosso tempo, nossa energia e nossa atenção, sentindo que no que fazemos, por mais simples que seja, estamos inteiros – com corpo, mente e coração! 
Experimente ritualizar o que lhe é importante e veja como faz diferença, não no mundo concreto, mas dentro de você. 
 
Texto e ilustração de Cristina Balieiro
Esse artigo foi publicado anteriormente no site http://www2.uol.com.br/vyaestelar – na categoria A MULHER E O MITO, na qual escrevo quinzenalmente.

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