O Feminino e o Sagrado um jeito de olhar o mundo

O Feminino e os livros: O MILIONÉSIMO CIRCULO

Com esse post e essa série O Feminino e os livros,  iniciamos uma nova categoria – SOBRE O FEMININO. Esse é um dos temas que mais nos instiga e interessa e que estamos pesquisando em seus mais variados aspectos – falamos do Princípio Feminino e não necessariamente de ou para mulheres. Vamos também recategorizar alguns posts mais antigos que se ajustam melhor a essa nova categoria.

Talvez por saberem do meu interesse de longa data sobre o assunto, por eu ter escrito, junto com a Bia, dois livros sobre histórias de vida e depoimentos de mulheres e por ter coordenado, junto com a Cassia Simone, muitos círculos de mulheres, é bem comum que as pessoas me peçam indicação de livros sobre o feminino e seus temas. 
Por causa disso resolvi fazer uma série de posts sobre livros que considero que tratam esse assunto de forma bacana – cada livro um post. 
Vou falar de livros variados, de ficção e não-ficção, alguns escritos por homens mas, a grande maioria por mulheres.

Começo pelo “O MILIONÉSIMO CIRCULO”, escrito pela analista junguiana Jean Shinoda Bolen ( vou indicar vários livros dela), lançado em conjunto pelas editoras Triom e Taygeta, em 2003. É um livrinho pequeno, em formato diferente e muito bonito. Seu sub-título diz muito do que ele trata: “Como transformar a nós mesmas e ao mundo – Um guia para Círculo de Mulheres”. 

Jean Bolen defende que podemos mudar esse mundo patriarcal em que vivemos e criar um mundo muito melhor para todos se nós, mulheres, nos reunirmos em círculos para começarmos a gestar esse novo. O centro deles pode ser uma vela, flores, uma imagem sagrada ou bela, não importa, mas não alguém. E todas devem se sentar em volta desse centro formando um círculo. Círculo onde todas são iguais, não existe hierarquia alguma, todas possam se ver, onde exista diversidade, inclusão e troca. 

Ela preconiza que quando atingirmos uma “massa crítica”de pessoas que pensam diferente, porque foram se transformando por essa experiência, a cultura patrircal, baseado na hierarquia – pai sobre filho/homem sobre mulher/forte sobre fraco, que existe há 6000 anos também se transformará! Daí a metáfora do milionésimo círculo. 

Quem nunca passou pela experiência de estar num círculo de mulheres pode achar essa proposta excessivamente romântica, quase infantil! Mas quem como eu já passou por MUITOS círculos sabe, de forma empírica, da força transformadora dessa experiência! 
As pessoas se transformam e transformam sua visão de mundo – e, com isso, o mundo para elas é um novo mundo! 
E, como eu acredito que só se pode mudar o mundo mudando as pessoas, acho o caminho de construção de círculos sensacional! 
E homens também já começam a descobrir a força transformadora dessa experiência e vem surgindo alguns círculos de homens reunidos para se repensarem. 

Esse livrinho pequenino no tamanho e enorme na intenção é fundamental para quem quer se aprofundar nesse movimento dos círculos. E em um arquétipo que a meu ver vem emergindo com força – a de um novo princípio Feminino… e Sagrado! 
 

 

Texto de Cristina Balieiro

 

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