O Feminino e o Sagrado um jeito de olhar o mundo

Trecho de nosso livro sobre a dádiva de Mãe Solange


“Solange mostra que vive basicamente em função da sua dádiva ao mundo:

– Aqui eu atendo todo mundo: traficante, bandido, político, cantor, cantora, artista, tudo que é gente. Pobre, rico, instruído, não instruído. E vou falar uma coisa: é tudo igual. A vida é igual para todo mundo. Porque nós estamos na Terra para viver esse tipo de experiência. Só que nós somos tão ignorantes, tão resistentes, que a gente não aceita. Esta é a palavra‑chave: aceita, aceita o que se é. Aqui as pessoas vão se cuidar espiritualmente, fisicamente e psiquicamente. Hoje este lugar está bem maior, eu tenho 1.500 m2 aqui. E vou mudar. Vou para uma roça (espaço de culto e rituais do candomblé) maior. Quero um sítio com água, com tudo. Eu moro mais aqui do que na minha casa, eu fico mais aqui do que em casa. Vou para a minha casa umas duas vezes por semana. Às vezes eu fico um mês aqui, depois vou lá um dia, pego roupa e volto.”
Pg  74 de “O feminino e o sagrado- mulheres na Jornada do herói, Ed. Ágora

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