O Feminino e o Sagrado um jeito de olhar o mundo

Toda maneira de ler vale a pena!

Todo mundo que lê esse blog sabe que eu ADORO ler: é uma das atividades que considero das mais instrutivas, prazerosas e transformadoras na vida. E como diz a Bia: “quem gosta de ler nunca está só”!
Amo os livros, para além do seu conteúdo; gosto deles também como objetos em si. Gosto dos seus diferentes formatos e tamanhos, das capas, do tipo de papel e das fontes das letras em que foram impressos, do cheiro, das ilustrações/fotos, se existem, da diagramação, deles inteiros enfim.
Me agrada muito também vê-los expostos, compondo a decoração do meu consultório/escritório (atendo na minha casa). Essa foto ao lado é de um pedaço da estante que cobre toda uma parede desse cômodo e traz além dos livros, fotos e objetos importantes para mim. É uma das partes da casa que mais gosto: muitas vezes me dá prazer só ficar contemplando meus livros nessa estante!
Achei, portanto que NUNCA iria me render aos livros “virtuais”.

Dito isso, quero contar que há cerca de um mês comprei um daqueles aparelhos para ler e-books: um kindle.
Tudo começou por causa dos meus livros. Logo que o nosso livrinho, meu e da Bia “Mulheres na jornada do herói – pequeno guia de viagem” foi lançado como livro tradicional, saiu também em e-book. Eu comprei (é, autores também tem que comprar seus livros) para ver como era: baixei no meu notebook. Achei bacana, simpático, mas até aí pensava que meu acervo iria permanecer nesse primeiro e único livro.
O semestre passado eu e a Bia fomos contatados pela nossa editora, a Ágora, para saber se autorizávamos que nosso primeiro livro, “O Feminino e o Sagrado – mulheres na jornada do herói” também saísse em e-book. Claro que autorizamos e até assinamos um novo contrato por conta disso. A partir desse segundo semestre ele também existe como e-book.
Quando lancei meu livro solo “O legado das deusas – caminhos para a busca de uma nova identidade feminina” a nova editora, a Polen, me avisou que ele também seria lançado em e-book. Agora eram os três!!!
Estão em muitos sites: Cultura, Saraiva, Submarino, Amazon…

Isso me fez começar a querer ter meus três livros também em formato de e-book e que talvez fosse bacana comprar um desse aparelhos de ler livros virtuais. Comecei a pesquisar – claro, na internet – e li muita coisa, mas o que fez com que me decidisse a realmente comprar, foi algo que li de uma pessoa que opinava sobre a compra do kindle: “se você de fato gosta de ler, vai adorar ter um aparelho desses”. Essa sou eu, pensei!
Acabei comprando o tal do kindle e junto com ele meus três e-books. Adorei vê-los em formato diferente; foi uma experiência bem legal!

Mas aí,  vi na loja virtual dois livros policiais de um dos meus autores favoritos, que só tinha saído em português como e-books e cada um por menos de 5 reais: comprei, óbvio! Descobri,  além disso,  dois livros da Jean Shinoda Bolen que não foram lançados em português – não leio em inglês – mas tinham sido lançados em espanhol, idioma em que leio tranquilamente. Estava esperando alguém ir para a Espanha ou Argentina, para me trazer os livros, mas vi que estavam disponíveis como e-books na Amazon Brasil – comprei também. E daí mais livros policiais, pois saem muito mais baratos e outros de escritoras que quero “experimentar” sem gastar tanto…
E assim foi e assim tem sido: tenho lido muito no kindle e tenho lido também meus livros no formato tradicional! Estou me divertindo, como sempre me diverti com a leitura. A única diferença é que agora leio em duas plataformas diferentes: papel e tela!

Quando vejo essa discussão sobre se os e-books vão acabar com os livros de papel, penso se não é como a discussão que aconteceu quando surgiu o cinema e se disse que ele acabaria com o teatro ou quando no surgimento da televisão se achou que ela acabaria com o cinema. Não foi nada disso que aconteceu, como pudemos ver!
Acho que os livros de papel e os virtuais vão conviver pacificamente e que o prazer da leitura é quem comanda o espetáculo.
Parafraseando Caetano Veloso na música “Paula e Bebeto” ( letra dele e melodia do Milton), da mesma forma que “qualquer maneira de amor vale a pena” – qualquer maneira de ler vale a pena!
Os livros são e serão sempre – não importa em que formato – um dos mais valiosos portais para se entrar no lado encantado da vida!

PS: esse pequeno retângulo roxo que você vê na parte de baixo da estante é minha nova “maquininha” de ler!

1 comentário

  1. Que lindo! Também tenho minhas paredes forradas de livros e adoro contemplá-las. É verdade, quem está sempre rodeado de livros, nunca se sente só!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *