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MULHERES MARCANTES: Isadora Duncan (1877 – 1927)

Isadora Duncan era o nome artístico de Dora Angela Duncanon.
Precursora da dança moderna, ela propôs uma dança livre de espartilhos, meias e sapatilhas de ponta, apresentando-se com trajes esvoaçantes, cabelos soltos e pés descalços. Repudiou as técnicas do balé clássico, deixando-se levar por movimentos espontâneos, criou vigoroso estilo pessoal, inspirado nas imagens da Grécia Antiga. Em seus trabalhos utilizou músicas que na época não eram consideradas apropriadas para a dança, como peças de Chopin e Wagner.
Defensora do espírito poético e revolucionário na dança, quebrou convenções e influenciou fortemente a cultura do século 20.

Filha de um poeta e de uma pianista, Isadora Duncan teve uma infância cheia de imaginação e arte em São Francisco. Adolescente, viajou para Chicago e Nova York, onde trabalhou em várias produções. Em busca do reconhecimento de seu estilo inovador foi para Londres (1898) e consolidou sua fama em Paris (1902). Depois percorreu quase toda a Europa, onde fez sucesso e apresentou-se na Grécia e na Rússia (1904).

Defensora da liberdade e dos direitos das mulheres, Isadora viveu maritalmente com o encenador e cenógrafo inglês Gordon Graig e com o milionário parisiense Eugene Singer, dono da fábrica de máquinas de costura. Teve um filho com cada um.
Em 1913, em virtude de um acidente de carro, seus dois filhos morreram afogados no rio Sena, juntamente com sua governanta inglesa.


Isadora e suas alunas

Durante toda a sua carreira interessou-se pelas crianças, baseando seu método de educação na arte, na cultura e na espiritualidade. Montou uma escola em Grunewald, na Alemanha, em 1904, favorecendo as crianças das classes mais pobres. Depois montaria escolas na Rússia e em Paris. O custo dessas iniciativas a obrigava a excursionar constantemente.
Após a Primeira Guerra Mundial, Isadora foi para Moscou, onde se casou em 1922 com o poeta soviético Serguei Essenin. O casamento durou dois anos e, em 1925, ele se suicidou.

Isadora se estabeleceu na França e passou seus últimos anos em Nice. Em 1927, publicou seu livro autobiográfico “My Life”.
Morreu tragicamente estrangulada, quando sua echarpe ficou presa nas rodas de um automóvel conversível durante um passeio, aos 49 anos de idade.

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