O Feminino e o Sagrado um jeito de olhar o mundo

O tarô segundo Jodorowsky

Alejandro Jodorowsky é cineasta, escritor, tarólogo, psicomago (profissão que ele mesmo criou, mistura de mago com psicoterapeuta) e extremamente provocador. Hoje com 85 anos, ainda lê o tarô, de graça, num café de Paris. Segundo ele, para utilizar o taro como instrumento psicológico é preciso seguir 3 regras: não adivinhar o futuro, não dar conselhos e não cobrar (veja artigo aqui).

Diz, e nisso concordo com ele, que um tarô não pode ser considerado uma leitura do futuro porque ao ter conhecimento daquela “leitura do futuro” você já está mudando seu futuro justamente por causa daquela leitura, por ter sido influenciada por ela. Assim, todo cuidado é pouco ao ir num tarólogo ou consultar qualquer oráculo. Eu os adoro, mas temos que ter essas coisas em mente. 

 Seguem mais de suas idéias. Esse artigo completo está no site clube do taro; para ler clique aqui.
Nenhum tarólogo pode dizer a verdade. Pode apenas dizer sua interpretação da verdade. Como toda interpretação é fragmentada, a abundância de interpretações faz com que o consulente chegue ao conhecimento de si próprio.A positividade ou a negatividade de um acontecimento não pertencem ao fato; são apenas interpretações subjetivas. Em respeito ao consulente, é preferível buscar sempre a interpretação positiva.

E durante a leitura de tarô suas perguntas, por mais superficiais que possam parecer, ocultarão processos psicológicos profundos.   O tarô nos ensina a respeitar todas as perguntas: cada uma delas significa uma oportunidade de aprofundar o conhecimento de nós mesmos para vivermos plenamente como uma pedra preciosa nesta jóia que é o tempo presente.A maioria dos consulentes não se sente como algo ou alguém que “é”, mas como algo ou alguém que “será”.

 O mau tarólogo, que confunde “pensar” com “crer”, faz interpretações para então buscar nos arcanos os símbolos que podem confirmar suas conclusões. Dar conselhos ao consulente como “você deve fazer isso; não deve fazer aquilo”, é um abuso de poder. O tarólogo deve oferecer possibilidades de ação, deixando que o consulente decida ou escolha por si próprio. Tampouco o tarólogo deve ameaçar (“se não fizer isso, vai acontecer aquilo”), pois o que é feito de forma obrigada, mesmo que pareça positivo, atua como uma maldição.

O consulente pode não conhecer a si mesmo e na maior parte das vezes ignorar as influências que recebeu de sua árvore genealógica. Se conhece um só idioma, se não viaja a países longínquos, se não estuda outras culturas, se nunca imobilizou seu corpo para meditar, se entre fazer e não fazer prefere não fazer, refugiando-se pelo medo do fracasso em experiências novas, seu inconsciente se apresenta não como ele é – um aliado –, mas como um mistério inquietante, um inimigo. Nunca saberá qual é a base real do que pensa, sente, deseja ou faz. 

O tarólogo não é a porta, e sim a campainha; não é o caminho, mas sim o pano que limpa o barro dos sapatos, não é a luz, e sim o interruptor. O tarólogo não deve fazer promessas e nem bajulações (“Você tem uma alma nobre”, “é uma boa pessoa”, “tudo sairá bem”, “Deus lhe presenteará”, etc.), palavras vazias e inúteis que impedem a tomada de consciência.


A chave mágica que permite tanto ao consulente quanto ao tarólogo organizar positivamente sua passagem pelo mundo é a perguntaa vida me faz feliz? Essas pessoas, esse país, essa casa, esses móveis, me fazem feliz nesta vida?” Se não me alegram a vida, significa que não me correspondem como companhia, ambiente, território, atividade – o que me convida a não me envolver com eles.

Post de Bia Del Picchia

3 comentários

  1. san disse:

    Nossa, que postagem maravilhosa. Concordo com o psicomago, que bom! Veio para mim na hora certa! Bjs san

  2. Que bom, o tarô conversou com vc então… bjs!

  3. Ana Nazaré disse:

    Bom diaa! Queria desejar uma músicas a vcs , para começarmos bem a semana!
    Wendy Rule – Elemental Chant ( pelo menos pra mim o efeito das músicas dela (todas) foi muito forte….) ; bjs

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