O Feminino e o Sagrado um jeito de olhar o mundo

Remédios para os males da ansiedade e depressão – parte 3


Termino essa série com a Deusa japonesa, da tradição xintoísta Uzume. Amaterasu, a Deusa do Sol, ficou muito brava, indignada e profundamente triste com as atitudes violentas e destrutivas que o irmão tomou em seu reino celestial. Por isso ela abandonou seu reino, se escondeu em uma caverna, lacrou-a e de lá não saia. Com isso o Sol não mais nascia e tudo virou escuridão. Muitos deuses tentaram em vão tirá-la de lá e salvar o mundo, mas nada conseguiram. Foi aí que surgiu Uzume e foi ela que com sua alegria, bom humor e irreverência conseguiu tirar da caverna Amaterasu. Com isso o calor e a luz do Sol voltaram a brilhar no céu e a humanidade foi salva.

Então falamos de Uzume como:
 O “antidoto” para as duas atitudes que tornam a vida um sofrimento eterno: a amargura e a pena de si mesmo.
Claro que existem momentos de tristeza, decepções, frustações e todos passamos por momentos de desânimo…
• Ou momentos em que precisamos ficar recolhidos para digerir, curar o que nos aconteceu de ruim, aprender com isso e amadurecer.
• Mas permanecer neles, alimentando nossa amargura e pena de si é como se por dentro da caverna e não deixar entrar nenhuma luz, nem calor.
• Não vemos mais nada, ninguém, não vemos a vida que está passando e tudo gira em torno da nossa “escuridão” e dor

 Além disso, é preciso coragem para sair da caverna e deixar de nos ver como vítimas – a gente tem que ter perspectiva para ver:
Ninguém tem controle sobre a vida e ela não é justa, nem injusta, é só a vida. O que está no nosso controle, na maior parte do tempo, não é o que nos acontece, mas o que fazemos com aquilo que nos acontece.
• Ter leveza, levar com um certo bom humor a vida, ajuda muito a fluir com ela e conseguir vive-la de um jeito mais gostoso.
• Saber rir da gente mesma é uma grande libertação.
• Buscar a alegria de viver e apreciar o sabor da vida muda tudo!

Com Uzume encerramos nosso papo que foi muito gostoso, rico e profundo, o que acontece, como diz Clarissa Pínkola Estés, “sempre que duas ou mais mulheres falam de assuntos que importam de verdade”.

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