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Eros e Psique: história de heroína, de mulheres, de amor e de trasformações

Porque a história de Eros e Psique, escrito no sec II DC, ainda nos toca tanto?

É uma historia sobre metamorfose = mudança radical, transformação. Psiquê é associada à borboleta e frequentemente representada alada, asas ornamentadas com círculos, pontos e cores da borboleta. A metamorfose – como da lagarta em crisalida e depois borboleta – é um tema recorrente.

É uma historia sobre a alma também. Psiquê também é a alma personificada; em grego psykhé vem do verbo psykhein = soprar, respirar, que significa sopro, alma, principio vital.

É uma história sobre amor. Eros em grego vem do verbo érasthai = desejar ardentemente; em sânscrito temos ramate = ter prazer de estar em algum lugar.

É uma historia sobre mulheres. Sobre rivalidade, inveja, ciumes femininos – e sobre as causas e superações disso.

É uma historia de jornada de heroína. Psiquê faz uma jornada sozinha, a pé. Pede proteção e ajuda a outros e tenta se matar várias vezes, como quem não sente que tem suporte – e contra todas as expectativas e apesar das dificuldades, vai conseguir o que deseja.

Mas Eros e Psiquê é muito mais que uma historia sobre metamorfose, alma, amor, rivalidades, heroínas e mulheres. E é uma historia que ainda não terminou.

Se você não conhece nada dessa historia, esse pequeno video português, de autoria de Daniela Alfarrobinha, dá uma ideia geral.

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