O Feminino e o Sagrado um jeito de olhar o mundo

Sobre Nanã e o ibiri

Sonhei com o ibiri, o cetro de Nanã retratado ao lado, e agradeço a visita auspiciosa e cheia de axé.  Semana que vem trago mais sobre ela, e se quiser ainda mais veja outros posts desse site, sugeridos abaixo, e também o livro O Legado das deusas, da Cris, que tem um artigo especialmente sobre ela.

No candomblé e na umbanda, Nanã é a Grande Avó de todos nós, a responsável pelo começo da vida e pela efemeridade da vida – a morte, Icu, está a seu serviço.  É a Senhora da lama, dos  pântanos, dos poços, da fertilidade e da agricultura. Mora no fundo das lagoas e o baobá é sua árvore sagrada.

Seu cetro, que também serve como arma, é o ibiri. Ele é  meio como um gêmeo, pois nasceu junto com ela na mesma placenta, enrolou-se e cobriu-se de búzios, miçangas, contas e é cheio de axé, a energia mágica.

Nanã é a orixá do mistério, da memória, do equilíbrio, da sabedoria e da justiça. Ela detesta mentira e a exploração dos fracos. Quando querem ter discernimento, as pessoas pedem a Nanã que clareie suas mentes.

As pessoas que são filhas de Nanã agem com calma, gentileza, segurança, trabalham pesado – de preferência sozinhas – e detestam que se metam na vida delas. São discretas, desconfiadas, mais para lentas, as vezes ranzinzas, ciumentas ou meio hipocondríacas, mas também divertidas, contadoras de piadas, gostam bastante de um bom vinho. Protetoras e muito corajosas, enfrentam as adversidades com garra. São mães controladoras e exigentes, mas viram avós doces e mansas. (fonte: Nanã, Cleo Martins, Ed Palas)

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