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Vídeo: conto de fadas sobre o namorado ideal

Como são os namorados ideais que a gente cria na própria mente e procuramos na vida real? 

Nesse lindo conto de fadas armênio, certa princesa solitária, presa num castelo distante, criou um com magia e desejo de amar. 

Até que seria bom moldar um namorado ideal com farinha, ovos e leite como a princesa fez , mas… infelizmente não conseguimos fazer isso. Porém, quantas de nós  seguimos pela vida tentando arrumar alguém que só existe dentro da nossa cabeça?

A Marina Colassanti escreveu uma história parecida com essa armênia que contei, chamada A moça tecelã, só que em vez de moldar em farinha a moça tece com linha o príncipe que deseja. No final, vendo que ele não era o que esperava, mesmo sendo criado por ela mesma, a moça desfaz o moço des-tecendo-o.

Duro, mas é assim que a gente cresce. O yogue Hermógenes recomendava: Desiluda-se! Aí você chega na verdade e sai da ilusão!

As vezes, nós criamos um príncipe imaginário e perfeito em vez de aceitar uma relação de verdade com um ser humano de verdade. Às vezes é o outro(a) que quer que a gente seja perfeita. Uma relação de verdade e seres humanos de verdade são cheios de defeitos, fases de altos e baixos, de falhas e acertos.

Relação de verdade lembra o que a Marion Woodman, uma sabia junguiana, falou a respeito de um insight que teve: ao descer de manhã viu o marido, um cinquentão careca, baixinho, de roupão e canelas finas, tomando café na cozinha, e pensou: meu deus, como amo esse homem!

Canela fina e careca não estão numa lista de qualidades de príncipe encantado mas pode ser amor. De verdade.

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