O Feminino e o Sagrado um jeito de olhar o mundo

No colo da Mãe, com nossos amados no colo

A Grande Mãe nos inspira não para sermos “mães perfeitas”, coisa que felizmente não existe, mas para nos sentirmos acolhidas em seu colo como suas filhas, e assim coloquemos nossos seres amados no colo, e eles coloquem os deles, e os deles coloquem… Ela é o chão do nosso ser, diz Rae Beth em seu livro “A bruxa solitária”. Pintura de Frida Kahlo com seu amado Diego no colo

“A “Grande Deusa” ou “Mãe” ou “Senhora da Sabedoria” (…) foi adorada por todo o mundo pré-histórico e está sempre conosco, mesmo quando não a veneramos ou não a reconhecemos. Pois a Deusa, como o Deus, não é uma abstração na qual devemos “acreditar”. Mas, ao contrário dele, ela nos compreende e sustenta, constantemente.

Ela é a essência sentida no coração das coisas. Encontramo-la nas rochas, nas árvores, nos lagos, nos oceanos, em todas as criaturas vivas. E seu mistério é aquele que percebemos, que nos emociona.

Ela não é só a Lua nas três fases, mas também a Mãe Terra e todas as expressões da Lua na Terra; é toda a infinita hoste de estrelas. Acima de tudo, ela é o espírito dentro dessas coisas e a essência da paz e inteireza dentro de cada um de nós.

Ela é também o processo da morte, que abre o caminho para a vida nova. Ela é a morte-em-vida, como a vida-na-morte, pois dentro dela estes opostos se reconciliam como o Círculo do Renascimento. Nela, todas as coisas mudam, toda mudança é feita, por meio do movimento constante e cada dança variante da vida.

Ela é o chão de nosso ser, aquilo que podemos conhecer do mistério. Muitas vezes é vista como a Deusa Lua, ou da Lua na Terra, por causa da ligação com os ciclos femininos e com os processos de concepção, geração e nascimento; também, porque a Lua brilha para nós à noite, tempo de mistério, poesia, encantamento e sonhos, tempo de intuição, a sabedoria feminil”.

Rae Beth, em A bruxa solitária

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *