O Feminino e o Sagrado um jeito de olhar o mundo

A lição de Sekhmet


Sekhmet nos fala sobre a necessidade primordial de definir, proteger e aceitar os limites. Saber lidar com limites é uma tarefa bem difícil, principalmente para nós, mulheres!

Estamos imersas há séculos numa cultura que “vende” que nossa principal e mais nobre missão na vida é estar a serviço/cuidar dos outros: filhos, maridos, pais, a relação conjugal, a harmonia da família, a casa e o que mais precisar de nossos cuidados. Depois, se sobrar algum tempo e energia, aí podemos cuidar de nós.
Com isso, dizer não às demandas alheias e levar em consideração e atender nossos desejos e necessidades nos faz sentir muito egoístas e culpadas. Aliás, sentir culpa é uma reação bem típica nossa, das mulheres, especialmente quando estamos pensando, dando atenção ou cuidando de nós mesmas. É como se estivéssemos roubando esse tempo, atenção ou cuidado de seus legítimos donos, os outros.

É a confusão gerada por confundirmos generosidade, amorosidade e afeto com nos anularmos; é achar que merecemos menos da nossa própria consideração do que os outros.
Precisamos aprender que temos todo o direito de cuidar de nós mesmas e, com exceção de quando temos filhos pequenos, de forma prioritária. No mínimo devemos colocar nossa necessidade de cuidar de nós mesmas no mesmo nível de importância colocamos o cuidar dos outros. Precisamos aprender a pôr limites nas solicitações que os outros fazem a nós, temos que aprender a ser uma Sekhmet, uma guardiã de nós mesmas.

Trecho do livro O LEGADO DAS DEUSAS.

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