O Feminino e o Sagrado um jeito de olhar o mundo

Elogio da Liberdade – Rosiska Darcy de Oliveira

O documentário Elogio da Liberdade com e sobre Rosiska Darcy de Oliveira é imperdível, gente! Para quem ainda não conhece, ela é jornalista, escritora, imortal da Academia de Letras, pioneira e atuante do Movimento das Mulheres. 

Com fala mansa e ideias fortes, nesse documentário dirigido por Bianca Comparato ela narra sua trajetória e diz muito mais sobre feminismo, educação, liberdade. Maravilha ter Rosiska aqui no Brasil, dando exemplo de coragem e lutando a boa luta conosco. Aqui vão um pedacinho dele (eu ví no canal Max) e uma minuscula amostra do que ela diz:

“Esse é um momento diferente no movimento das mulheres. (…) Achei que a mídia era um campo fundamental de luta. Não falava mais de Movimento Feminista, eu falava de Movimento de Mulheres. Porque eu queria falar para mulheres que não eram necessariamente feministas, mas que poderiam vir a ser”.

“Na minha infância, eu tive uma babá que eu gostava muito. Ela se chamava Celia, e cuidou de mim muito tempo. Num dado momento ela foi embora, minha mãe disse que ela tinha se casado. Realmente ela tinha se casado. Fiquei muito triste, era uma pessoa muito próxima. Aí – eu tinha uns 7,8 anos – e já sabia ler. Certo dia entrei na sala e encontrei minha mãe inteiramente trastornada. ela colocou um jornal debaixo de umas almofadas e eu vi. Qdo ela saiu da sala, eu o peguei e vi a foto da Célia com umas marcas no rosto. A noticia dizia que ela tinha marcada com um ferro em brasa pelo homem com quem ela tinha se casado… Muitos anos depois eu vi um relatório apontando que isso tinha acontecido de novo com outra mulher, e lendo aquilo me lembrei imediatamente da Célia. (…)  isso não pode ser aceito como um fato banal da nossa cultura”.

“O controle da natalidade é um desrespeito à liberdade das mulheres. Nossa motivação fundamental é afirmar que nosso corpo nos pertence, que temos o direito de dispor dele como bem entendermos.( … ) Nós encontramos pessoas que ousam dizer a uma mulher; vc não pode abortar. E aí, vc vai ter um filho do Código Penal? Um filho da Igreja?”

 

 

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