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Como o Rei Arthur conseguiu sair de um labirinto

Nas aventuras dos Cavaleiros da Távola Redonda é comum alguém se perder numa floresta escura. Isso acontece muito em contos de fadas e também conosco, quando a gente se perde nuns labirintos escuros da vida e não sabe para onde ir. Esse trecho do livro Rei Arthur de autoria de Howard Pyle, que é também o ilustrador dessas imagens, mostra como dois cavalheiros perdidos acharam um jeito de encontrar seu caminho. Isso lembra quando a gente acha um jeito de se conectar com nosso instinto animal que mostra o caminho que sai do labirinto.

“Sir Accalon e o Rei cavalgaram a passo veloz na floresta e estavam tão empenhados na caçada que nem viam por onde iam. Finalmente alcançaram o ervo e perceberam que tinham ficado preso numa parte bem densa e emaranhada da floresta. Então o Rei Arthur matou o cervo e a caçada terminou.

Depois disso o Rei e Sir Accalon tentaram volta pelo mesmo caminho que tinham vindo, mas logo perceberam que tinham se perdido nos labirintos da floresta e não sabiam onde estavam. (…) Ficaram vagando de um lado para outro por um longo tempo até que chegou a noite, quando foram dominados pelo cansaço e pela fome. Então o Rei Arthur disse a Sir Accalon:

– Meu senhor, creio que o único lugar que encontraremos para passar a noite será debaixo de uma arvore nesta floresta.

Ao que Sir Accalon respondeu:

– Senhor, sugiro que deixe que nossos cavalos sigam livres pela floresta pois é provável que, guiados por seus instintos, conduzam-nos até algum lugar habitado.

O Rei Arthur achou esse conselho muito bom, então fez conforme Sir Accalon tinha sugerido e soltou as rédeas de seu cavalo, deixando-o seguir por onde quisesse.”

 

Spoiler: deu certo. O livro é um tanto misógino, mas sem dúvida é um clássico empolgante e lindamente ilustrado pelo autor. O REI ARTHUR E OS CAVALEIROS DA TÁVOLA REDONDA de Howard Pyle é  editado pela Zahar.

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