O Feminino e o Sagrado um jeito de olhar o mundo

Honrando nossas ancestrais

No novo “Legado das deusas 2” uma das 22 representantes do sagrado feminino é Bari Gongju, uma xamã mítica da tradição ancestral xamânica coreana. Segue um trecho do que escrevi sobre suas possíveis lições para nós, hoje.

Nossas ancestrais acumularam um enorme e rico conhecimento sobre as artes da cura adquirido pela observação cotidiana e prática, por uma intuição e sensibilidade aguçadas seguida de experimentações para comprovação, pela aplicação de soluções em milhares de casos e no caso das parteiras pelo aprendizado adquirido no amplo manuseio dos corpos femininos. Esses conhecimentos tão valiosos foram sendo passados de geração em geração basicamente de forma oral, de mestras para aprendizes, como um verdadeiro ofício. E tudo foi descartado como sendo inútil por uma cultura que desvaloriza qualquer coisa o que não se encaixa em uma visão estritamente racional, lógica e científica.

São esses conhecimentos que precisamos recuperar. Nas ervas, nos chás, nos caldinhos reconfortantes e recuperadores, nos emplastos, nos benzimentos e rezas, no toque ou imposição das mãos, nas danças e cantos rituais, nos partos fisiológicos auxiliados por parteiras, nas simpatias e remédios caseiros para tratar variadas doenças e muito mais, temos todo um arsenal poderoso para nos auxiliar a buscar a saúde, numa visão que vai muito além da ausência de doenças.

Que possamos cada vez mais resgatar e valorizar esses antigos conhecimentos e usufruir de seu poder curativo. E que através de Bari Gongju possamos honrar nossas corajosas ancestrais – as erveiras, as benzedeiras, as parteiras, as xamãs, as sacerdotisas, as feiticeiras e bruxas – as curandeiras de todos os tipos!

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