O Feminino e o Sagrado um jeito de olhar o mundo

Nut e os tempos de recolhimento


Nut é a deusa egípcia do céu noturno, a deusa do firmamento cheio de estrelas, a que abarca em seu regaço toda a vida da Terra. É de seu Útero Celeste que toda vida nasce e renasce.
(…) Nut era representada como uma imensa mulher nua, de corpo muito alongado e pele escura. Seu enorme corpo era todo coberto de estrelas e arqueado sobre a Terra, com a ponta dos pés tocando o horizonte oriental e a ponta das mãos o horizonte ocidental. Seus pés e mãos eram os pilares que sustentavam o Céu em cima da Terra.

E em tempos de isolamento social o que Nut pode ensinar é aprender a acolher os tempos de brumas!

A história de Nut nos conta que existem tempos que pedem recolhimento, silêncio, espera, quietude, não ação. Tempos em que temos que entrar nesse útero noturno porque algo precisa ser gerado ou restaurado dentro da gente. São tempos de não-saber, onde vivemos em brumas: estamos no ventre de Nut.
(…) A idéia de que o futuro está sempre visível do lugar onde estamos não é realista. Algumas vezes, precisamos caminhar por um tempo “no escuro” até que possamos vislumbrar um novo horizonte.
Nut vem nos dizer da importância de suportarmos esses tempos internos e cheios de incertezas. É muitas vezes nessas fases noturnas que nossa Luz, nosso Sol está sendo regenerado. E muitas vezes é nesse útero escuro, nesses momentos vazios de qualquer clareza, que o novo e o criativo estão sendo gestados. É do útero de Nut que nós, renascidos, podemos voltar a viver uma vida realmente plena de Vida!

Trechos do livro O LEGADO DAS DEUSAS 2

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