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Pequenas reflexões sobre nossa jornada pessoal

Caras leitoras/ caros leitores, a partir de novembro agora estaremos postando aqui no site duas vezes por semana: a segundas e quintas-feiras.

Hoje: Pequenas reflexões sobre nossa jornada pessoal

A visão do Hillman que nós somos “puxados” pelo futuro, por nosso caráter “em semente”, que quer se tornar a “árvore” que somos em potencial e não pelo nosso passado, revoluciona a psicologia! E traz em seu cerne a possibilidade de um forte sentido para a vida de cada um: tornar-se si mesmo, viver a sua jornada do herói, achar a sua BLISS!

A experiência de estar viva, de experimentar tudo que a vida traz, de perceber como tudo isso nos transforma é o “BARATO” da vida! Surpreender-se com a gente mesma, viver o inesperado, aprender o novo é a grande aventura de viver!

Peregrinar, para mim, é uma bela metáfora para VIVER, para quem, de quem de fato, vive! Que melhor imagem para o VIVER que alguém que viaja com curiosidade, de olhos e coração abertos para o novo, que não tem medo do desconhecido e que se abre para sempre aprender?

E fico pensando: como posso querer criar o novo sem saltar para o desconhecido? Afinal, aquilo que eu já conheço e já faço, vai sempre me levar para o lugar onde estou hoje! Como posso querer mudar minha vida, minhas relações, meu trabalho ou qualquer coisa sem fazer o que nunca fiz? O risco é inerente a mudança e “saltar no escuro” e ter confiança que dá para enfrentar os “dragões” que vierem é que o pode fazer do viver, de fato, uma aventura!

O que melhor podemos fazer a nós mesmos é aceitar e aprofundar quem somos. E o que de melhor podemos ofertar ao mundo é também o florescimento da nossa própria singularidade, dando dessa forma, nossa contribuição a absolutamente imprescindível Biodiversidade de gente!

É ao conseguir ver nossa biografia dentro de uma dimensão ao mesmo tempo histórica e mítica é que damos a ela a honra que ela merece! Isso desde, tenhamos tido a coragem de seguir o que nossa alma pediu e nos tornamos nós mesmos e não um ser amorfo e coletivo.

Por mais vontade de segurança e mais medo do novo e do desconhecido, se não abandonarmos aquilo que já findou, que já encerrou seu ciclo, não nos tornamos tudo o que viemos ser nessa vida!

Sem tempos de mergulho em nosso Mistério, que muitas vezes implicam em uma vasta escuridão; sem aceitação de vivermos tempos de vazio, de não saber, de deserto, não cumprimos a jornada de chegar cada vez mais perto da nossa essência! O caminho em direção à nossa mais profunda individualidade é sempre composto de Luz e Sombra. E, é na aceitação dessa totalidade que podemos cumprir o mais profundo destino: sermos nós mesmos em todas as nossas nuances.

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