O Feminino e o Sagrado um jeito de olhar o mundo

Ideias para reflexão em tempos de pandemia – 1

Trechos do livro O CÁLICE E A ESPADA de Riane Eisler, editora Palas Athena, 2007.

Os dois tipos básicos de ser humano são o masculino e o feminino. O modo como se estrutura o relacionamento de homens e mulheres constitui, portanto, o modelo bácico para as relações humanas. Consequentemente, o modo de relacionar-se com outros seres humanos que segue o modelo dominador-dominado é internalizado desde o nascimento por todas as crianças que crescem numa família tradicional de dominância masculina. pág. 240

Em seu trabalho, Wiener enfatizou que a vantagem evolutiva dos seres humanos vem de sua superior habilidade para mudar comportamentos em função do que ele chamou de feedback ou realimentação: a regulação de um processo pela troca de informações sobre a eficácia ou ineficácia de comportamentos passados e novas informações sobre as condições atuais. (…) No entanto, para ter sucesso são necessários três fatores: perceber a realimentação ou feeedback, interpretá-la corretamente e usá-la para mudar. págs. 246/247

(…) desde o início somos co-criadores ativos da nossa própria evolução. (…) Porque a tecnologia e sociedade ficaram mais complexas, a sobrevivência da nossa espécie está cada vez mais dependente da evolução cultural, e não da evolução biológica da nossa espécie. A evolução humana está numa encruzilhada. Para dizer o estritamente necessário, a tarefa humana principal e´descobrir como organizar a sociedade de modo a promover a sobrevivência da espécie humana e o desenvolvimento de nossos singulares potenciais. pág. 262

Cientistas como Ilya Pricogine e Niles Eldredge relatam que as bifurcações ou ramificações evolutivas em sistemas biológicos e químicos envolvem uma boa dose de acaso. Como aponta o teórico da evolução Erwin Laszlo, as bifurcações dos sistemas sociais humanos envolvem também uma boa dose de escolha. Os humanos, diz ele, “possuem a habilidade de agir consciente e coletivamente” usando de antevisão para “escolher sue próprio caminho evolutivo”. Ele acrescenta ainda que ” nessa época crucial nós não podemos deixar ao acaso a escolha do próximo passo evolutivo da sociedade e cultura humanas. Devemos planejá-lo com consciência e propósito”. pág. 263

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