O Feminino e o Sagrado um jeito de olhar o mundo

Estamos vivendo um Chamado à Aventura coletivo

Hoje, na pandemia, todos estamos sendo convocados por um forte chamado à aventura – confira na definição aí embaixo se não é isso mesmo que está acontecendo. A questão é: o chamado é coletivo, mas a resposta é individual. Cada uma e um de nós vai ter que responder a ele de alguma forma. Qual será a sua?

“Toda jornada começa com um chamado a aventura.

“Chamado” porque é um forte apelo ou convocação para que a pessoa rompa a estabilidade da vida cotidiana e de seu mundo conhecido. E “aventura” porque implica a necessidade de penetrar em um caminho desconhecido, ainda não trilhado, em que se pode encontrar de tudo: provas e dádivas, mestres e aliados, perigos e tesouros.

A experiência subjetiva do chamado traz a sensação de rompimento com o conhecido, de um corte da vida “como sempre havia sido”, de algo que “se quebra” e não pode mais voltar à “forma” original.

Não importa qual seja esse mundo, que crenças, hábitos, perspectivas ou modo de enxergar a vida o compõem. Ocorre uma mudança de perspectiva ou de percepção das coisas tão ampla que altera definitivamente a visão da pessoa sobre a vida e o mundo. A base de suas crenças é completamente alterada ou retirada, fazendo que ela tenha de procurar novos alicerces.

Essa alteração de perspectiva/percepção pode acontecer de três modos:

  • quando a visão das próprias possibilidades é ampliada por meio da descoberta ou do encontro de alternativas ainda não imaginadas;
  • quando se percebe que a visão antiga era basicamente uma autoilusão, que passa a não se sustentar mais;
  • quando se vivem fatos que colocam a visão antiga em xeque e mostram perspectivas radicalmente diferentes (este modo é uma combinação dos dois anteriores).”

Trecho do livro O feminino e o sagrado – mulheres na jornada do herói

ilustração: journey, Amir Zand

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