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Indicação de livro: Essa dama bate bué


O livro indicado essa semana “Essa dama bate bué” é de Yara Nakahanda Monteiro, nascida em Angola e criada em Portugal. Esse é seu livro de estreia. Yara já morou em várias cidades, inclusive no Rio de Janeiro, onde disse em entrevista, se “descobriu” negra. O livro é uma delícia de ler, apesar de tratar de assuntos difíceis, pesados: a história é contada pela protagonista e narradora (até quase o final do livro) de um jeito fluído e numa linguagem que mistura expressões e gírias do português de Portugal e do português de Angola. Tive até que recorrer ao google para entender algumas palavras. Aliás acho que o título – Essa dama bate bué – quer dizer Essa mulher fez muito sucesso – acho, não tenho certeza… Só uma questão para mim, o final fica “meio” em aberto. Eu prefiro o fechamento da história pela autora, mas é só uma preferência particular:  não tira a beleza do livro de maneira alguma. Super recomendo sua leitura.

Segue a sinopse: Um romance sobre sexualidade, raça, identidade e passado colonial.
Uma história eletrizante e cheia de colorido, mas com sombras de um passado incerto e movediço. A poucos meses do seu casamento, Vitória foge para Angola, à procura da mãe e da sua identidade — pessoal, racial, cultural e até sexual. Desembarca numa Luanda — terra de contrastes sociais gritantes, em que o automóvel importado desfila ao lado das cenas mais medonhas de fome. Um lugar em que tragédia e comédia parecem ter seus limites embaralhados, uma cidade em que “tudo mata”. ESSA DAMA BATE BUÉ é uma história de amor e também de guerra, um conto contemporâneo que lida com o passado, um chamado à independência das mulheres como seres políticos. E de seus próprios corpos em busca de liberdade.

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